sábado, 18 de julho de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O DESPERTAR DE UM NOVO OLHAR
Entre grupos de professores, muitas vezes surge o assunto sobre discriminação racial. È comum ver que alguns defendem que o racismo não existe mais, que já está superado. Que as crianças negras e brancas se relacionam bem, sem considerar a cor. Mas com o trabalho do Mosaico pude perceber que para as crianças negras não é tão fácil quanto parece. As crianças afro descendentes apresentam dificuldade em se olhar e admitir sua descendência. Isto ficou evidente quando fomos tirar as fotos para a construção do mosaico. Eles apresentavam resistência em tirar foto, dando as mais variadas desculpas.
No link abaixo é possível conferir comentários sobre o trabalho:
MosaicoCom o meu envolvimento nas leituras dos textos e as questões estudadas e debatidas nas interdisciplinas de “Questões Étnico Raciais” e “Psicologia”, passei a ter um outro olhar sobre estas questões. Passei a observar melhor as atitudes e reações apresentadas pelos alunos afro descendentes frente as mais diversas situações do cotidiano da escola. Pude perceber nas minhas turmas de quarta série, que o grau de dificuldade na aprendizagem e entendimento é maior nos alunos afro descendentes, além de outros aspectos, como os problemas de convivência e o baixo nível sócio econômico das famílias. Considerando os estágios de desenvolvimento intelectual, segundo Piaget, fiz uma profunda reflexão em forma de questionamentos: Como pode uma criança ter um desenvolvimento progressivo e contínuo se a sua auto-estima é baixa? Se os seus sentimentos morais e sociais estão desequilibrados? Se ainda não construiu sua identidade? Se pertence a um grupo étnico racial que sempre foi excluído? Se pertence a uma escola que reforça essa exclusão, tratando do assunto do seu povo somente como escravo? Porque tem que estudar e aprender sobre a história de tantos povos? E a história do seu povo, quando vai poder estudar, poder falar e ver valorizada? Percebo que já despertei para um novo olhar, mas quanto escola temos muitos aspectos ainda a descobrir, questionar e contemplar em nossos currículos para chegarmos a uma Democracia Racial.
sábado, 8 de novembro de 2008
PROJETOS DE APRENDIZAGENS X PESQUISA
Os projetos de aprendizagens nos proporcionam pesquisar sobre algo que desejamos saber.
Quando pesquisamos vamos em busca de esclarecimentos de dúvidas, fazendo descobertas sobre algo que desconhecemos ou algo que queremos saber mais. O interessante da pesquisa é que, a partir da resposta de uma dúvida, vão surgindo outras “interrogações”, que nos invocam novas buscas, que nos conduzem a mais leituras, conversas com pessoas, interações, trocas e formulação de hipóteses, produzindo assim, novos saberes.
Nessa perspectiva, convém destacar o prazer da aventura em construir conhecimentos na incerteza dos caminhos. A exemplo temos os projetos de aprendizagens que estamos desenvolvendo nas interdisciplinas do Seminário Integrador V e Psicologia, que podem ser conferidos nos links, abaixo:
PROJETO DE APRENDIZAGEM - SEMINÁRIO INTEGRADOR V: COMPORTAMENTO AGRESSIVO
PROJETO TEMÁTICO – PSICOLOGIA:
Os Projetos de Aprendizagem vem sendo amplamente discutidos como uma nova proposta de trabalho, portanto, para que nós, professores, possamos dar novo significado as nossas práticas pedagógicas, julgo importantíssima a aprendizagem de “como fazer”, que estamos tendo nesse nosso curso de formação.
domingo, 31 de agosto de 2008
O ADULTO E AS SUAS RESPONSABILIDADES SOCIAIS
Lendo os textos coletivos produzidos por nós no pbwiki, na interdisciplina de psicologia, pude constatar as inúmeras atribuições referidas para “ser adulto”, como: responsabilidade pelos seus atos civis, sociais e políticos; consciência dos deveres; conquista dos direitos; direito ao voto; tomada de decisões; aprender a viver em sociedade; ingresso no mercado de trabalho; preocupação com a educação dos filhos e outras mais.
Refleti sobre as responsabilidades que passa a ter uma pessoa quando se torna adulta e estabeleci uma relação com os Conceitos Estruturantes, trabalhados na interdisciplina de Organização e Gestão da Educação, principalmente com o item participação.
Então pensei especialmente nos pais dos alunos da minha escola, que demonstram pouco interesse em participar dos debates, das discussões, das decisões e em todos os processos que envolvem a comunidade escolar, até mesmo nos mais básicos que são as reuniões, os chamamentos e entrega de boletins. Com isso estão deixando de exercer um direito como “cidadão adulto”, assumindo o descomprometimento com a formação cidadã dos filhos e com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
GERENCIANDO O TEMPO
Planejar como o tempo vai ser ocupado é estabelecer objetivos, é como planejar uma aula, que deve ter propósitos, mas principalmente deve contar com a flexibilidade.
No semestre passado, mais precisamente no final do mês de maio, aumentei a minha carga horária profissional de quarenta horas para cinqüenta e oito horas semanais, quando comecei a trabalhar na EJA, à noite. O trabalho com EJA foi e ainda está sendo uma experiência nova e desafiadora, mas gratificante.
Organizar o meu tempo para esse semestre é fundamental para garantir a execução de todas as tarefas diárias, com satisfação, alegria e prazer, tanto pessoais, profissionais, quanto acadêmicas.
Relacionando a questão do aproveitamento do tempo com início do curso e hoje, quinto semestre, tanto eu como toda minha família (marido e filhas), passamos por uma grande transformação. Desacomodar e reorganizar.
As incertezas de outrora, hoje são autoconfiança. O marido passou a exercer tarefas, como: mercado, fazer almoço, maior atenção às filhas e outras, até porque a sua carga horária profissional é de seis horas diárias. As filhas, uma com 13 anos e outra com 9 anos, cada dia mais independentes e colaboradoras.
Estou bastante otimista e confiante que darei conta desse semestre, com o objetivo de realização das tarefas com qualidade e dentro dos prazos estipulados.
A tabela pode ser verificada no link abaixo:
segunda-feira, 7 de julho de 2008
AULAS NÃO CONVENCIONAIS
Neste semestre promovi duas saídas (passeios) com meus alunos: Aldeia indígena Kaingang e passeio pelo Rio dos Sinos no Barco Martim Pescador.
Numa aula deste modo, não convencional, é possível se trabalhar com o aluno a construção da noção de espaço e tempo de uma maneira agradável e prazerosa, além das curiosidades que vão surgindo em forma de perguntas.
Na aldeia indígena os alunos os alunos puderam escutar o Cacique Darci falar da cultura de seu povo, o cuidado e o respeito que tem com a natureza, como a história de seu povo é passada para as crianças, a questão da educação indígena (escola), as dificuldades que enfrentam, o tipo de alimentação que tem atualmente, que precisam comprar, pois não é mais possível viver da natureza, ela está escassa. Os alunos fizeram perguntas: Vocês não plantam milho, mandioca, assim como no passado? Os índios que vão à escola fora da aldeia entendem a língua portuguesa?... Impressionaram-se que os índios aprendem duas línguas, a própria e a nossa. Enfim, a visita foi muito proveitosa, houve até uma integração dos alunos com as crianças indígenas, por exemplo: caminhavam juntos, conversavam, perguntavam os nomes, gesticulavam e riam. A experiência nos rendeu algumas aulas com discussões, questionamentos, comentários, registros escritos e orais relacionando épocas, fatos, ambientes e recursos. Também tiramos muitas fotos com os índios que estão expostas na sala de aula e que os alunos não se cansam de olhar.
O passeio no Barco Martim Pescador pelo Rio dos Sinos foi uma mistura de museu com sala de aula flutuante, simplesmente fantástico, pois além da palestra da bióloga a cerca dos aspectos históricos e ambientais que envolvem o Rio, foi possível visualizar a riqueza natural, como a variedade de pássaros e a vegetação (mata ciliar), bem como também a ação humana através do tempo na degradação deste espaço. Os comentários dos alunos posteriormente a visita giraram em torno da quantidade de sacolas plásticas penduradas nas árvores, a quantidade de lixo, como garrafas plásticas, em alguns trechos do Rio e a cor da água dos arroios que deságuam no Rio. Aproveitando o fato de passar atrás da escola o Arroio Kruze, que é um dos afluentes do Rio dos Sinos, fiz questionamentos que levassem os alunos a pensarem de forma “seqüencial” de como todo esse lixo chega até o rio, quem são os responsáveis, que práticas adotar para isto não acontecer, os danos para o meio ambiente e consequentemente para nós. Para finalizar fomos até a biblioteca pesquisar o tempo de decomposição de alguns materiais (lixo) vistos no rio o qual confeccionaram cartazes.
domingo, 6 de julho de 2008
A CRIANÇA E A CONSTRUÇÃO DA NOÇÃO DE ESPAÇO E TEMPO.
Obtive uma grande aprendizagem com o assunto: “Como as crianças constroem a noção de espaço e tempo”.
Devo confessar que desconhecia as etapas pelas quais passam as crianças para a construção da noção de espaço e tempo. As leituras sugeridas, principalmente de Estudos Sociais e as atividades desenvolvidas nas interdisciplinas deste semestre, foram valiosas para meu aperfeiçoamento teórico prático.
É importante destacar que sempre trabalhei as noções de espaço e tempo, como: identidade, família, localização, pontos cardeais, horas, etc..., mas de uma forma como “fatos isolados”, sem contemplar uma relação mais “profunda dos acontecimentos” e também sem ao menos considerar a etapa em que a criança se encontrava. Tenho certeza que as aprendizagens adquiridas irão contribuir para a melhora das aulas e facilitarão a avaliação das aprendizagens dos meus alunos.
Atividades desenvolvidas com os alunos referentes à construção do espaço e tempo:
ATIVIDADE PROPOSTA:
Propus aos alunos de 4ª série, com idade entre 9 e 12 anos, atividade referente a Organização do Espaço.
Pedi que observassem o espaço da sala e aula. Como está organizado. A disposição das mesas, quadro, armários, cartazes, etc... Indaguei, o que poderíamos mudar na organização deste nosso espaço. Rapidamente responderam que poderíamos mudar as mesas para em grupos, círculos, etc..., trocar o quadro para a outra parede, os cartazes. Por fim houve uma grande empolgação e concordância coletiva em mudarmos a disposição das mesas, da forma tradicional em que se encontravam para em grupos, de 4 em 4.
Com o desenvolvimento desta atividade pude verificar que os alunos se encontram na etapa do espaço operatório, pois conseguiram desenvolver com bastante facilidade representações reversíveis, organizando rapidamente, quase que automaticamente as mesas de uma forma inversa da qual se encontravam.
ATIVIDADE PROPOSTA:
Para trabalhar a noção de tempo, propus aos alunos de 4ª série, que pensassem no período de tempo que tem um dia. As respostas foram:
- O dia tem o dia e a noite;
- o dia tem manhã, tarde e noite;
- o dia tem vinte e quatro horas.
A partir destas colocações indaguei:
- Como ocupamos o tempo do nosso dia?
- Qual o tempo que dura mais? O tempo que ficamos na escola ou o tempo que ficamos em casa?
- Que horas chegamos na escola e que horas vamos para casa?
Construímos juntos no quadro, uma linha de tempo das horas que ficamos na escola, das 7 horas e 30 minutos até às 11 horas e 30 minutos. Colocamos na linha do tempo o primeiro período de aula, o período do lanche, o período do recreio e o segundo período de aula, a partir de questionamentos como: Que horas começa e que horas termina o primeiro período de aula? Qual é o período do lanche, do recreio? Que horas começa e que horas termina o segundo período? Qual é o período que dura mais tempo? Qual é o período que dura menos tempo? Qual o total de horas que ficamos na escola? Como gastamos o tempo restante do dia?
Sugeri então, que cada um fizesse no caderno uma representação de como ocupam o seu tempo do período que não estão na escola.
Com esta atividade concluí que a grande maioria dos alunos estão no estágio operatório, pois conseguiram desenvolver sem dificuldade a atividade relacionando corretamente as tarefas com o tempo gasto em cada uma, obedecendo a uma seqüência cronológica do tempo. Também conseguiram representar e identificar em qual tarefa ou atividade gastam o maior ou menor tempo, demonstrando compreender a sucessão do tempo, apesar de ser bastante abstrato.
Atividade desenvolvida por sugestão da interdisciplina Matemática, conforme link abaixo: